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O LEITOR

Data: 06 de julho de 2017

Quem é o leitor? Como estabelecer aquele que decididamente é o leitor? Por números de páginas ou por interesse e curiosidade?

Na verdade, o leitor é um cúmplice. O livro se lhe apresenta a tarefa a ser cumprida, e aquele que se sente motivado apressa-se a atendê-lo.

O leitor é aquele que se sente motivado a ter uma revista, um jornal, um opúsculo, mas aqui nos prendemos à figura do livro.

Há de se ter aptidão para ler, porque como seres inteligentes que somos, habilitamo-nos principalmente na escola na apreensão dos conhecimentos que deles advêm.

Como se constitui o leitor ou como poderemos ter a certeza de ser leitor? Pela volumosa quantidade de livros lidos ou por ter cursado e se letrado na educação básica? Como isto se efetiva, ou seja, constitui-se leitor?

Claro está que primeiramente há de ter o livro para que o leitor seja assim constituído.

O envolvimento com a leitura se dá mesmo com o aparato escolar no íntimo de quem se aventura pelas letras. Há quem iniciou as primeiras leituras porque se agradou da contação dos contos de fadas ou maravilhosos; ou quem após a infância com a contação oral apegou-se aos livros para melhor saber.

Há também quem se aproximou da leitura nos bancos escolares, a partir de livros indicados pelos professores, por eles comentados e explicados, que logo lhes abriram os olhos da curiosidade literária.

Todos nós temos aptidão à leitura, mas a particularidade se avizinha daqueles ou que tem o espírito emotivo ou criativo ou mesmo melancólico. Todos os espíritos acomodam-se ao curioso, espetacular, emocional ou racional.

Creio que alguém é tido como leitor quando a língua materna se revela interessante, isto é, desperta a partir do vocabulário, sintaxe e organização: uma viva descoberta daquilo que se propõe ler.

Tenhamos como certo o que afirmo, porque assim o leitor não se espanta nem pelo volume do escrito, tampouco pela escassez, na verdade busca a leitura e assim quer vir a consumir o objeto à sua frente.

Esta aptidão humana é cultural, então deve ser aprendida e, por conseguinte, desenvolvida. E melhor dela se desempenha quem a absorve paulatina, mas constantemente, na lida do dia a dia, mesmo na pressa dos dias atuais.

Podemos ler um poema de Cecília Meireles ou de Adélia Prado; um conto de Machado de Assis ou crônicas de Moacyr Scliar ou Rachel de Queiróz, mas que o gesto não se interrompa, mas num continuum.

Que a imagem bíblica do livro devorado em Apocalipse reforce a ideia correta do ler voraz e frequente: “Toma-o e devora-o; ele te amargará o estômago, mas em tua boca será doce como mel” (Ap 10, 9).

Ação certa do conhecimento adquirido: esforço e resultado doce e garantido: a eficaz digestão literária!

Profº Carlos Alberto de Carvalho

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